segunda-feira, 26 de março de 2018

A independência da América espanhola.


A independência da América espanhola.
Durante quase três séculos, a Espanha dominou muitas regiões da América. Até o inicio do século XIX, os domínios espanhóis estavam assim organizados: 4 vice-reinados: Nova Espanha, criado em 1535; Peru, em 1542; Nova Granada, em 1718; e Rio da Prata, em 1776; também como as 4 capitanias gerais: Cuba, Guatemala, Venezuela e chile.
Neste longo período, as sociedades coloniais espanholas foram marcadas por grandes diferenças. Entre os vários grupos sociais que se formaram é possível distinguir: os Chapetones: eram colonos nascidos na Espanha na qual detinham os principais cargos políticos da administração da colônia; os Crioulos: eram os colonos descendentes dos espanhóis, mas já nascidos na América, onde que, geralmente ocupavam cargos de menor importância na administração; e as camadas populares: eram os colonizados, grupo formado, em sua maioria, por indígenas, africanos, mestiços e brancos pobres, na qual, os mesmos lutavam pela igualdade de direitos e o fim da escravidão.
O grande império espanhol na América deixou de existir entre 1810 e 1828, quando a maioria das colônias já havia conquistado a independência. Não foi um único movimento que levaram a decadência do império espanhol, mais sim, resultados de varias lutas sucessivas com características próprias em cada região.
Um dos motivos que levaram as lutas pela independência foi à invasão da Espanha por tropas francesas em 1807. O trono espanhol foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, e os colonos, aproveitaram desse fato ocorrido, onde que formaram juntas governativas na América. O objetivo dos governantes locais era lutar pela liberdade de comércio e pela independência politica da região.
Nas mãos do rei Fernando VII a Espanha retoma o poder ao trono e expulsa os franceses de seu território. Depois desse fato, o rei, apoiado pela santa aliança, envia soldados a América para tentar conter as lutas pela independência. Porém, as lutas prosseguiam com muitas vitórias das forças latino-americanas.
A luta contra o poder espanhol começou no México com rebeliões de grupos indígenas e de mestiços pobres liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, em 1808. Esse movimento da inicio a independência mexicana, onde que, mais tarde em 1821 é conquistada com a liderança do general Agostinho de Itúrbide.
Do México, as lutas em prol a independência espalharam-se pela América Central. Em 1823 formaram-se as Províncias Unidas Centro-Americana, na antiga Guatemala. Em 1838 essas províncias fragmentaram-se em cinco países: Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua.
Na América do sul, quem tomou a iniciativa das lutas pela independência foram principalmente os crioulos. Dentre eles, pode-se destacar lideres como José San Martin, que lutou no exercito espanhol, mas, depois abraçou a causa da independência das colônias, renunciando a carreira militar; também como Simón Bolíviar que desde seus 22 anos de idade, dedicou-se pela causa da independência, se destacando assim como um grande líder militar e politico nas lutas que ocorreram na América do sul.
Os últimos territórios do sul da América a se libertarem do domínio espanhol foram Peru e Bolívia, onde que esta ultima, até a sua conquista politica-administrativa era chamada de Alto Peru. Em 1825, passou-se a se chamar de Bolívia recebendo o nome em homenagem a Simón Bolíviar.
Em 1822, Martín e Bolíviar organizaram um encontro de lideres Sul-americano, para discutir o futuro do continente após as lutas pela independência. O projeto tinha como por objetivo formar um grande país na América do sul. Porém esse plano não obteve sucesso por várias divergências entre as elites locais, que pretendiam manter seus poderes econômicos nas regiões onde atuavam.
As independências dos países latino-americanos provocaram grandes transformações na região. Entre elas houve a aprovação de medidas para a abolição da escravatura e a implantação da liberdade de comercio, que, em principio, favoreceu muito a Inglaterra.
Contudo, não se pode dizer que as  independências politicas resultaram em profundas mudanças sociais, pois, a maior parte das riquezas permaneceu nas mãos das antigas elites proprietárias de terras, ou seja, a maioria da população continuava a enfrentar péssimas condições de trabalho, educação, saúde, entre outros problemas do cotidiano.
Depois da independência, houve um grande período que ficou marcado pelo autoritarismo. Esse período ficou conhecido pelos historiadores como o Caudilhismo, onde que, os caudilhos eram chefes políticos e militares, que assumiam o poder do estado de forma autoritária.
A luta pela independência latino-americana contou, também, com a participação das mulheres, principalmente da população mais pobre. Elas acompanhavam seus maridos-soldados; além disso, como não havia abastecimento regular das tropas, elas trabalhavam cozinhando, lavando, costurando, cuidando de feridos e doentes – em troca de algum dinheiro. E assim se prosseguiu, expostas a dureza das campanhas e aos perigos das batalhas enfrentaram corajosamente os rumores da guerra.


Referencias:
ALMEIDA, Gustavo Balbueno de. História da América II. Dourados: UNIGRAN, 2018/ Pg. 5 a 16.
COTRIM, Gilberto, Historiar: 8/ Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. – 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2015/pg. 94 a 105.



BIBLIOGRAFIA DO LIVRO ''QUE É HISTÓRIA'' de EDWARD HALLET CARR.

UM CONCEITO SOBRE HISTÓRIA      INTRODUÇÃO A palavra história em si tem vário significados. Ela pode ser a história de um povo, de...