sábado, 1 de dezembro de 2018

BIBLIOGRAFIA DO LIVRO ''QUE É HISTÓRIA'' de EDWARD HALLET CARR.


UM CONCEITO SOBRE HISTÓRIA

   INTRODUÇÃO

A palavra história em si tem vário significados. Ela pode ser a história de um povo, de um lugar, de um objeto, entre outros. Em suma, história é uma palavra com origem no antigo termo grego "historie", que significa "conhecimento através da investigação". A História é uma ciência que investiga o passado da humanidade e o seu processo de evolução, tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico.
Através do estudo histórico, obtém-se um conjunto de informações sobre processos e fatos ocorridos no passado que contribuem para a compreensão do presente. A história pode relatar a evolução não só de uma comunidade, mas também de eventos ou organizações de diversos tipos. A história do futebol, por exemplo, conta os acontecimentos mais importantes desse esporte, desde a sua criação até os dias de hoje.
Contudo, não falando especificamente do significado e sim do surgimento da história e do papel do profissional que faz a história, os resultados são um tanto quanto tão obscuro. Para compreender e sancionar estes paradigmas é tarefa que se encarrega o presente artigo.

 INTRODUCTION

The word history itself has various meanings. It can be a story of a people, a place, an object, among others. In short, it is a word originating in the ancient Greek term "historie", which means "knowledge through of investigation". History is a science that investigates the past of humanity and its process of evolution, having as reference a specific place, time, people or individual.

Through the historical questionnaire, we obtain a set of information about the processes and facts that occurred in the past that contribute to the understanding of the present. History can report the class, but also the events and the organization of types. The history of football, for example, tells the most important events of the sport, from its creation to the present day.

However, things are not important and rather make history and the role of the professional who makes history, are a little more obscure than the so obscure. To understand and sanction these paradigms is the task that aims at this article.

1.0  AFINAL, O QUE É HISTÓRIA?

Ao falar do nascimento da história, existem grandes nomes e grandes obras que se destacam nesse meio. É o caso de Edward Hallet Carr em sua obra “O que é história?”.
O autor começa o texto afirmando que enquanto houver a contradição haverá espaço para investigação e tal fato é um reflexo de nossa mudança de pensamento durante os anos.  Em seguida o autor diferencia os fatos básicos da pesquisa histórica real e argumenta que a exatidão dos fatos “Trata-se de uma condição necessária do seu trabalho, mas não sua função essencial” (CARR, 1962, p.37) Carr também afirma que para tratar dessa exatidão o historiador pode se utilizar do que o autor chama de “ciências auxiliares da história” (CARR, 1962, p.37). O autor ainda argumenta que cabe ao historiador analisar quais fatos tem alguma relevância histórica ou nas palavras dele “[...] é ele quem decide quais os fatos que vêm á cena e em que ordem ou contexto” (CARR, 1962, p.38).
Carr ainda defende que os fatos históricos nunca são puros e segundo suas palavras “[...] eles são sempre refratados através da mente do registrador [...]” (CARR, 1962, p.48). E por conta disso o historiador precisa se preocupar com o autor daquela fonte “[...] quando pegamos um trabalho de história nossa primeira preocupação não deveria ser com os fatos que ele contém, mas com o historiador que o escreveu” (CARR, 1962, p.48).
De acordo com o autor a única forma de atingirmos uma compreensão do passado é pela visão que temos no presente, nas suas palavras “[...] nós podemos visualizar o passado e atingir nossa compreensão do passado somente através dos olhos do presente” (CARR, 1962, p.51).
Nesse sentido, segundo Carr, quando perguntamos “o que é história?”, nossa resposta estará sempre condicionada a nossa temporalidade. Segundo o autor “[...] ela se constitui de um processo continuo de interpretação entre o historiador e seus fatos, um dialogo interminável entre o presente e o passado” (CARR, 1962, p.56).
No segundo capítulo de sua obra, Carr inicia comparando a relação entre sociedade e individuo com a relação entre a galinha e o ovo argumentando que essa relação é mútua e que um defende o outro. “A sociedade e o individuo são inseparáveis; eles são necessários e complementares um ao outro e não opostos” (CARR, 1962, p.58).
Carr então continua o argumento com a ideia de que “O desenvolvimento da sociedade e o desenvolvimento do individuo caminham de mãos dadas e condicionam-se um ao outro” (CARR, 1962, p.59). O autor argumenta que o historiador não está fora dos contextos de sua sociedade e de seu momento histórico, e que novas visões históricas sempre aparecerão a medida que a sociedade muda e os indivíduos mudam com ela. “Novas perspectivas, novos ângulos de visão constantemente aparecem à medida que a procissão – e o historiador com ela – se desloca. O historiador é parte da história” (CARR, 1962, p.62).
Carr também argumenta sobre o fato histórico dizendo, de forma simplificada, que:
Os fatos da história são, aliás, fatos sobre indivíduos, mas não sobre ações de indivíduos desempenhadas em separado e não sobre os motivos, reais ou imaginário, segundo os quais os próprios indivíduos supõem ter agido. São fatos sobre as relações de indivíduos entre si em sociedade e sobre as forças sociais que, a partir das ações individuais, produzem resultados que nem sempre concordam e, às vezes se opõem aos resultados que pretendiam (CARR, 1962, p.76/77).

Carr reforça a ideia de que “O passado é inteligível para nós somente a luz do presente; só podemos compreender completamente o presente à luz do passado” (CARR, 1962, p.80). O autor trás aquilo que o mesmo chama de “[...] dupla função histórica” (CARR, 1962, p.80). Que para ele é “capacitar o homem a entender a sociedade do passado e aumentar o seu domínio sobre a sociedade do presente [...]” (CARR, 1962, p.80).
O autor trás em sua obra um breve histórico da história na Europa durante o período do final do século XVIII que, de acordo com ele, é “[...] quando a ciência tinha contribuído com tanto sucesso não só para o conhecimento do mundo pelo homem como para o conhecimento pelo homem de seus próprios atributos físicos” (CARR, 1962, p.82). E de acordo com o autor nesse momento começa-se a se questionar se o ser humano poderia se aprofunda no conhecimento da sociedade, e assim desenvolveram-se as ciências sociais, entre elas a história.
O autor argumenta que “As ciências sociais como um todo, desde que elas envolvem o homem, tanto como investigador quanto como coisa investigada, são incompatíveis com qualquer teoria do conhecimento que acentue um divórcio rígido entre sujeito e objeto” (CARR, 1962, p.98).
Carr também aborda a religião dizendo que o historiador não deve se utilizar da ideia de intervenção divina para exemplificar qualquer fato ou acontecimento histórico “Para os objetivos destas conferências, digamos que o historiador deve solucionar seus problemas sem recorrer a qualquer Deus [...]” (CARR, O que é história, p.99). O autor ainda na questão religiosa dá sua opinião sobre a relação entre história e Deus.
Pessoalmente acho difícil conciliar a integridade da história com a crença em alguma força supra-histórica da qual dependem seus significados e seu sentido – seja essa força o deus de um povo escolhido, um deus cristão a mão oculta deísta, ou seja, o espirito do mundo de Hegel (CARR, 1962, p.99).

No quarto capitulo de sua obra, Carr argumentando que a história é um estudo de causas e não apenas um estudo sobre os acontecimentos do passado. O autor explica que o termo “causa” na história saiu de moda, devido segundo ele “[..] em parte [...] a certas ambiguidades filosóficas de que não tratarei aqui, e em parte, devido a sua suposta associação com o determinismo [...]” (CARR, 1962, p.113).
Em seguida, Carr argumenta que à medida que o historiador tenta determinar as causas para os acontecimentos, aumentam as especializações e consequentemente as respostas para as causas:
O historiador, ao expandir e aprofundar a sua pesquisa acumula um numero cada vez maior de respostas á pergunta por quê? A proliferação, nos últimos anos de história econômica, social, cultural e jurídica – para não mencionar os novos métodos de penetrar nas complexidades da história e as novas técnicas da psicologia e da estatística – aumentaram enormemente o número e a gama de nossas respostas (CARR, 1962, p.115).

O autor afirma que por mais que o objeto de estudo do historiador seja o passado, o qual ele analisa no seu contexto presente, o historiador nunca deixa de analisar o que será do futuro. “Julgo que os bons historiadores, quer pensem sobre isto quer não, têm o futuro em seu sangue. Além da pergunta porque? O historiador também faz a pergunta pra onde?” (CARR, 1962, p.131).
Já no capítulo cinco de sua obra, Carr fala de duas das visões mais populares da história, que são o misticismo e o cinismo. Para o autor, misticismo é “[...] a visão de que o significado da história fica em algum lugar fora da história, nos domínios da teologia ou escatologia” (CARR, 1962, p.134). Já o cinismo “[...] representa a visão de que a história não tem sentido, ou tem inúmeros sentidos igualmente válidos ou não válidos, ou o sentido que arbitrariamente resolvemos dar-lhe” (CARR, 1962, p.134).
O autor defende a teoria de que o progresso histórico, não é uma linha reta interminável e que esse progresso para, retrocede e não acontece no mesmo lugar ao mesmo tempo:
[...] Ninguém de sã consciência jamais acreditou num tipo de progresso que avançasse numa linha reta contínua sem reveses, nem desvios ou quebra de continuidade, de maneira que mesmo o revés mais agudo não é necessariamente fatal à crença. Há, nitidamente, períodos de regressão e períodos de progresso (CARR, 1962, p.139).

O autor defende a ideia de que o progresso na história tem um objetivo finito e claramente definido, para ele “A crença no progresso não significa uma crença no progresso automático ou inevitável, mas no desenvolvimento gradativo das potencialidades humanas” (CARR, 1962, p.142). Carr também afirma que a historiografia se transforma a medida que a sociedade e as ferramentas de análise também se modificam. Ele define a historiografia como “[...] Uma ciência que avança sempre no sentido que ela procura aprofundar e expandir a compreensão do curso dos acontecimentos que também se transforma” (CARR, 1962, p.147).
Edward H. Carr se embasa na ideia de que a história é uma relação entre passado, presente e futuro e que a história é diferente da teologia, pois não depende de algum “poder extra histórico” (CARR, 1962, p.154) e difere-se da literatura pois não é,  “Uma coletânea sem significado e sem sentido de fatos históricos e lendas sobre o passado” (CARR, 1962, p.154).
No ultimo capítulo de sua obra, Carr afirma que a história está em constante progresso. O autor explica que a partir do momento em que o ser humano começa a analisar a passagem do tempo fora dos processos naturais, mas através de processos os homens estão completamente envolvidos é que se tem o inicio da história:
A história tem inicio quando os homens começam a pensar na passagem do tempo, não em termos de processos naturais – o ciclo das estações do ano, a duração da vida humana – mas de uma série de acontecimentos específicos em que os homens estão conscientemente envolvidos e que podem ser conscientemente influenciados pelos homens (CARR, 1962, p.157).

Mais ao fim do livro Carr discute a revolução geográfica do século XX argumentando que o “Centro de gravidade mundial deixou de ser a Europa Ocidental e passou a ser os países de língua inglesa” (CARR, 1962, p.169).  O autor afirma, também, que a expansão da razão tem grandes consequências para o historiador uma vez que “[...] a expansão da razão significa, em essência, o emergir na história de grupos e classes, de povos e continentes, que até então haviam permanecido de fora” (CARR, 1962, p.171).
Ao fim da obra o autor critica a maneira como os países de língua inglesa tratam o estudo histórico de outras regiões do planeta e afirma:
Mais uma vez, tempestades estão bramindo no mundo além; enquanto nós, nos países de língua inglesa, nos reunimos e contamos uns aos outros, em inglês cotidiano típico, que os outros países e outros continentes estão isolados por seu comportamento extraordinário em relação às dádivas e bênçãos de nossa civilização (CARR, 1962, p.174).

Compartilhando de uma linha ideológica, Marc Bloch diz que a história está viva e é parte da vida do historiador, e não apenas seu oficio. Marc Bloch trava uma batalha para a inclusão do sujeito na história, pela inclusão de um paradigma que não se restringisse apenas a fatos, datas e heróis, por um estudo da sociedade dentro da história. Do indivíduo dentro dessa sociedade. E sustenta a ideia de que a história é a ciência dos homens no tempo:

Outros cientistas, ao contrário, acham com razão o presente humano perfeitamente suscetível de conhecimento cientifico. Mas é para reservar seu estudo a disciplinas bem distintas daquelas que tem o passado como objeto. Eles analisam: por exemplo, pretendem compreender a economia contemporânea com a ajuda de observações limitadas, no tempo, a algumas décadas. Em suma, consideram a época em que vivem separada das que a precederam por contrastes vivos demais para trazer em si mesma sua própria explicação. Esta é também a atitude instintiva de muitos curiosos simplistas. A história dos períodos um pouco distantes só os seduz como um inofensivo luxo de espirito. De um lado, um punhado de antiquários, ocupados por macabra dileção, em desenfaixar os deuses mortos; do outro, sociólogos, economistas, publicitas os únicos exploradores do vivo (BLOCH, 1949, p. 56).

Jacques Le Goff se embasa na ideia de que, o tempo e a ação do homem ao longo do tempo são o objeto de estudo da história, redimensiona uma série de outras ideias que essa nova história vai trazendo a superfície à medida que se aprofunda no estudo da história. Para Jacques Le Goff a matéria fundamental da história é o tempo. Para ele “não é de hoje que a cronologia desempenha um papel essencial como fio condutor e ciência auxiliar da história” (LE GOFF, 1990, p. 08). Le Goff também retrata que “a história é a ciência do tempo. Está estreitamente ligada as diferentes concepções de tempo que existem numa sociedade e são um elemento essencial da aparelhagem mental dos historiadores”(LE GOFF, 1990, p. 42).

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

De acordo com a bibliografia apresentada, podemos perceber que a busca pelo conhecimento é essencial para que possamos ser historiadores qualificados futuramente, buscar provas para a ciência, onde a religião se faz presente desacreditando nesta possibilidade, mas percebemos que o respeito pelas outras ciências é essencial, é preciso que haja um entendimento entre o passado, presente e futuro, fazendo uma relação entre os fatos históricos, os documentos, as crenças, a cultura de um povo, os relatos históricos, etc.
Também pode-se perceber que a sociedade também faz parte da história desde o inicio, meio e fim. Não podemos descartá-la em hipótese alguma, a partir do momento que o homem deixa vestígios, ele esta produzindo história.
Vimos que a história não pode ser avaliada apenas por um fato isolado e sim por vários fatores pelo qual o historiador aborda sua pesquisa, onde que, nos leva a compreender que a história é um vasto campo de conhecimento e que dentro desse conhecimento a história terá varias ferramentas, essas ferramentas será outros tipos de conhecimentos sejam nas áreas da ciência (sociais e naturais), da religiosidade ou da moralidade. Assim a história é um processo em movimento constante, dentro do qual o historiador se move. É a cisão da natureza causada pelo despertar da consciência.

 BIBLIOGRAFIA:

¹ CARR, Edward Hallet. Que é História? São Paulo: Editora Paz e Terra, 1962.

            ² BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Oficio do Historiador. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1949.
           
³ LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Editora da UNICAMP, 1990.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pós independência americana: A busca pela cidadania.


O final do século XVIII e o inicio do século XIX, foi marcado por grandes transformações politicas, tanto na América quanto na Europa. Do lado americano pode-se destacar a independência politica de vários países latino-americanos, pelos espanhóis. Também como os norte-americanos na conquista da independência das treze colônias, pelos ingleses, e a formação de um regime – Republicano presidencialista, destacando também, uma enorme expansão territorial.
O processo de emancipação politica das colônias espanholas marcou, essencialmente, uma ruptura com a metrópole. Porém, nos primeiros anos de independência, não se notou mudanças drásticas, no agora estado independente. Na verdade, este período ficou conhecido como uma espécie de uma herança colonial, ou seja, havia a permanência de situações tipicamente coloniais em quase todos os estados em que se dividiu o império espanhol.
Simón Bolíviar, crioulo, nascido na atual Venezuela, destacou-se como um líder militar e politico nas lutas pela emancipação, que ocorreram ao norte da América do sul. Em 1822, Bolíviar, juntamente com San Martín, outro crioulo de grande destaque, organizaram um encontro de líderes sul-americanos para discutir o futuro do continente. O projeto com a qual Bolíviar apresentou, nessa conferencia, tinha como por objetivo formar um grande país na América do sul, ou seja, unir politicamente as antigas colônias da América espanhola. Entretanto, o plano de unificação fracassou, pois, houve grandes divergências entre as elites locais, que pretendiam manter seus poderes econômicos nas regiões onde atuavam, dando origem assim, a um período conhecido como o caudilhismo (Cotrim, 2015, pg. 105).
Os movimentos de independência da América espanhola mobilizaram os mais diversos setores da sociedade – crioulos, camponeses, militares, índios e mestiços. Porém, os benefícios da emancipação não foram distribuídos de forma igualitária para todos. Os grandes privilegiados foram os caudilhos, que eram lideres políticos e chefes militares, geralmente de origem espanhola, que se tornaram os senhores de exércitos particulares e, ao assumirem o governo de sua nação, exerciam o poder de forma personalista e autoritária, em benefício próprio.
Com a saída da Espanha, a economia do continente passou a ser controlada pelos ingleses, pois eles conquistaram mercados livres, sem a interferência da metrópole. Em outras palavras, as antigas colônias da era mercantilista, agora emancipadas, continuavam “colônia”, dentro de uma nova ordem capitalista comandado pelos ingleses. Ao longo de quase um século, não houve modificações estruturais nesta parte do mundo, pode-se afirmar, ainda, que a história da América latina continuava a ser comandada de fora, de uma forma indireta (Faria, 2010, pg. 413).
As mudanças politicas, inauguradas em longo prazo, com a revolução de independência na América hispânica foi a experiência republicana. A adoção da república em várias nações do continente americano representa uma ruptura completa com os estereótipos coloniais. A cidadania foi uma das definições para a instalação do republicanismo, pois o povo queriam  direitos e entre eles de eleger os seus  próprios representantes.
Os Estados Unidos é hoje a nação mais rica e poderosa do planeta. Ocupam uma área de mais de 9,6 milhões de km² na América do norte, são responsáveis por 23,2% da produção econômica mundial e controlam o maior arsenal militar do mundo. Porém, os EUA nem sempre fora uma grande potencia. Sua história revela uma origem parecida com a de outros países da América, pois no passado também foram colônia.
 A partir do século XVII os ingleses começaram a se instalarem na América do norte, as margens do oceano atlântico, fundando nessa região as treze colônias e dando origem a colonização.
O processo de independência norte-americana se da somente no final do século XVIII, durante o desenvolver da guerra dos sete anos.  Em 2 de julho de 1776, o segundo congresso da Filadélfia se decidiu pela independência. Em 4 de julho do mesmo ano, publicaram a declaração de independência das treze colônias, redigida por Thomas Jefferson, Samuel Adams e Benjamin Franklin, onde que a mesma foi aceita pelos representantes das treze colônias.
Após a conquista da independência, os americanos elaboram a primeira constituição da história, em 1787, colocando em pratica um ar de democracia. Aprovada a constituição, George Washington foi eleito para a presidência. Estava assim, constituído o primeiro estado nacional fora da Europa.  
Os governantes dos Estados unidos, desde o inicio do século XIX deixavam claros seus interesses de exercer influencia politica e econômica sobre o continente americano.
Anos mais tarde, em 1823 o presidente James Monroe anuncia que as forças estadunenses seriam contra qualquer governo europeu que quisesse restabelecer colônias na América. Ele enviou uma mensagem ao congresso que se resumia em: “A América para os americanos”. O presidente Monroe proclamava que, como os EUA não se intrometiam  em assuntos europeus, não cabia a Europa o direito de intervir na vida das nações americanas. Todo esse contexto deu origem ao que foi chamado de Doutrina de Monroe.
 No final do século XIX , o pan-americanismo surgiu como uma continuação da doutrina de Monroe, na qual consistia no predomínio dos Estados Unidos sobre os demais Estados americanos e negava aos Estados europeus o direito de intervenção no continente americano.
As reações do resto do continente ao Pan-americanismo norte-americano não tardou a aparecer. Os restantes dos países viam com receio os planos norte-americanos. A resposta foi o aparecimento do termo “latino-americano”, com objetivos de “desenvolverem em uma concepção continentalista, traduzida em projetos, movimentos de união, confederação, textos diplomáticos e jurídicos” (Ré, 2010, pg. 44). O latino-americanismo é uma inspiração nas ideologias de Bolíviar, que pretendia unificar os países da América do sul, unindo-os politicamente.

Referencias:

ALMEIDA, Gustavo Balbueno de. História da América II. Dourados: UNIGRAN, 2018/ Pg. 5 a 35.

COTRIM, Gilberto, Historiar: 8/ Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. – 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2015/pg. 103 a 105.

SERIACOPI, Gislaine Campos Azevedo, História: volume único/ Gislaine Campos/ Azevedo Seriacopi/ Reinaldo Seriacopi. – 1. Ed. – São Paulo: Ática, 2005/ pg. 234 a 246.

FARIA, Ricardo de Moura, Estudos de história: ensino médio, volume único/ Ricardo de Moura Faria, Monica Liz Miranda, Helena Guimarães Campos. – 1. Ed – São Paulo: FTD, 2010/ pg. 299 a 306 / pg. 427 a 438.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A independência da América espanhola.


A independência da América espanhola.
Durante quase três séculos, a Espanha dominou muitas regiões da América. Até o inicio do século XIX, os domínios espanhóis estavam assim organizados: 4 vice-reinados: Nova Espanha, criado em 1535; Peru, em 1542; Nova Granada, em 1718; e Rio da Prata, em 1776; também como as 4 capitanias gerais: Cuba, Guatemala, Venezuela e chile.
Neste longo período, as sociedades coloniais espanholas foram marcadas por grandes diferenças. Entre os vários grupos sociais que se formaram é possível distinguir: os Chapetones: eram colonos nascidos na Espanha na qual detinham os principais cargos políticos da administração da colônia; os Crioulos: eram os colonos descendentes dos espanhóis, mas já nascidos na América, onde que, geralmente ocupavam cargos de menor importância na administração; e as camadas populares: eram os colonizados, grupo formado, em sua maioria, por indígenas, africanos, mestiços e brancos pobres, na qual, os mesmos lutavam pela igualdade de direitos e o fim da escravidão.
O grande império espanhol na América deixou de existir entre 1810 e 1828, quando a maioria das colônias já havia conquistado a independência. Não foi um único movimento que levaram a decadência do império espanhol, mais sim, resultados de varias lutas sucessivas com características próprias em cada região.
Um dos motivos que levaram as lutas pela independência foi à invasão da Espanha por tropas francesas em 1807. O trono espanhol foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, e os colonos, aproveitaram desse fato ocorrido, onde que formaram juntas governativas na América. O objetivo dos governantes locais era lutar pela liberdade de comércio e pela independência politica da região.
Nas mãos do rei Fernando VII a Espanha retoma o poder ao trono e expulsa os franceses de seu território. Depois desse fato, o rei, apoiado pela santa aliança, envia soldados a América para tentar conter as lutas pela independência. Porém, as lutas prosseguiam com muitas vitórias das forças latino-americanas.
A luta contra o poder espanhol começou no México com rebeliões de grupos indígenas e de mestiços pobres liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, em 1808. Esse movimento da inicio a independência mexicana, onde que, mais tarde em 1821 é conquistada com a liderança do general Agostinho de Itúrbide.
Do México, as lutas em prol a independência espalharam-se pela América Central. Em 1823 formaram-se as Províncias Unidas Centro-Americana, na antiga Guatemala. Em 1838 essas províncias fragmentaram-se em cinco países: Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua.
Na América do sul, quem tomou a iniciativa das lutas pela independência foram principalmente os crioulos. Dentre eles, pode-se destacar lideres como José San Martin, que lutou no exercito espanhol, mas, depois abraçou a causa da independência das colônias, renunciando a carreira militar; também como Simón Bolíviar que desde seus 22 anos de idade, dedicou-se pela causa da independência, se destacando assim como um grande líder militar e politico nas lutas que ocorreram na América do sul.
Os últimos territórios do sul da América a se libertarem do domínio espanhol foram Peru e Bolívia, onde que esta ultima, até a sua conquista politica-administrativa era chamada de Alto Peru. Em 1825, passou-se a se chamar de Bolívia recebendo o nome em homenagem a Simón Bolíviar.
Em 1822, Martín e Bolíviar organizaram um encontro de lideres Sul-americano, para discutir o futuro do continente após as lutas pela independência. O projeto tinha como por objetivo formar um grande país na América do sul. Porém esse plano não obteve sucesso por várias divergências entre as elites locais, que pretendiam manter seus poderes econômicos nas regiões onde atuavam.
As independências dos países latino-americanos provocaram grandes transformações na região. Entre elas houve a aprovação de medidas para a abolição da escravatura e a implantação da liberdade de comercio, que, em principio, favoreceu muito a Inglaterra.
Contudo, não se pode dizer que as  independências politicas resultaram em profundas mudanças sociais, pois, a maior parte das riquezas permaneceu nas mãos das antigas elites proprietárias de terras, ou seja, a maioria da população continuava a enfrentar péssimas condições de trabalho, educação, saúde, entre outros problemas do cotidiano.
Depois da independência, houve um grande período que ficou marcado pelo autoritarismo. Esse período ficou conhecido pelos historiadores como o Caudilhismo, onde que, os caudilhos eram chefes políticos e militares, que assumiam o poder do estado de forma autoritária.
A luta pela independência latino-americana contou, também, com a participação das mulheres, principalmente da população mais pobre. Elas acompanhavam seus maridos-soldados; além disso, como não havia abastecimento regular das tropas, elas trabalhavam cozinhando, lavando, costurando, cuidando de feridos e doentes – em troca de algum dinheiro. E assim se prosseguiu, expostas a dureza das campanhas e aos perigos das batalhas enfrentaram corajosamente os rumores da guerra.


Referencias:
ALMEIDA, Gustavo Balbueno de. História da América II. Dourados: UNIGRAN, 2018/ Pg. 5 a 16.
COTRIM, Gilberto, Historiar: 8/ Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. – 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2015/pg. 94 a 105.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA GOVERNAMENTAL: PROUNI

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) foram abertas nesta terça-feira (06/02/2018). Para efetuar a inscrição, o candidato de acessar o site  do programa, que se encontra a seguir:http://siteprouni.mec.gov.br/. O prazo para os candidatos concorrerem a uma bolsa de estudos em universidades privadas vai até o dia 9 de fevereiro.
Neste semestre, o Ministério da Educação (MEC) vai oferecer 242.987 vagas em 2.976 instituições de ensino particulares. Dessas, 113.863 são bolsas de estudo integrais, (ou seja, 100% do curso), onde que, desse tanto serão destinadas 37.604 para cursos a distância (Ead) e 129.124 são bolsas de estudo parciais (50% do curso).
Para participar, é necessário ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017), ter tirado no mínimo 450 pontos e não ter zerado a redação. Só podem integrar o programa aqueles estudantes que se encaixarem em pelo menos uma das seguintes situações:
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada, mas como bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola privada, mas como bolsista integral;
  • Ter alguma deficiência;
  • Ser professor da rede pública de ensino.

Tipos de bolsa

As bolsas integrais se destinam aos candidatos cuja renda familiar bruta mensal per capita não exceda 1,5 salário mínimo. Já as parciais, de 50% da mensalidade, são voltadas aos estudantes com renda familiar bruta mensal per capita inferior a três salários mínimos.
A inscrição inclui até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno e tipo de bolsa pretendida.

Calendário Prouni 2018

  • Abertura das inscrições: 6 de fevereiro
  • Fim das inscrições: 9 de fevereiro
  • Primeira chamada: 12 de fevereiro
  • Segunda chamada: 2 de março
  • Manifestação de interesse na lista de espera: entre 16 e 19 de março
  • Consulta das instituições à lista de espera no sistema: 20 de março

domingo, 7 de janeiro de 2018

MENSAGEM DE ANO NOVO!

Pois então, vamos lá! Mais um ano que chega ao fim, foram 365 dias de muitas lutas, batalhas, conquistas e derrotas. Foi um ano de muitas experiências novas, tanto no lado pessoal como no profissional. Foi um caminho longo, em alguns momentos árduos, algumas decepções, mas também repleto de surpresas, não só pra mim, pra todos meus amigos e colegas.
Faltam poucas horas pra gente virar de ano, para iniciar e escrever mais uma trajetória. Seria como vc pegar um livro de 365 páginas, totalmente em branco, e na qual vc terá que dar um rumo à história que a ele deve ser transcrita.
Dizem que para que tudo ocorra de maneira positiva em um ano, vc já tem de começar ele bem. Então quero aproveitar o espeço para pedir desculpas para quem eu de alguma forma magoei ou tive algum tipo de intrigas. Peço sinceramente que me perdoe, pois, não foi a minha intenção magoar ninguém.
Quero também agradecer a todos os meus amigos e familiares por me proporcionar um ano repleto de alegria, de motivação, de risadas, de amor e de aconchego. Uma coisa é certa: do que valeria a vida se a gente não tivesse os amigos e a família pra gente poder contar nas horas que precisa? A resposta é simples, seria sem graça, sem amor; seria sem vida. Então muito obrigado, obrigado de verdade amigos. Vcs são muito especiais pra mim. Espero poder contar com a amizade de todos vcs em 2018.
Desejo a todos vcs um feliz, ótimo e prazeroso 2018. Que todos possam alcançar seus sonhos e objetivos. Que essa nova etapa seja repleta de alegria, saúde, paz, amor e esperança. Torçamos também que, em 2018, nossos governantes sejam mais justos e zelosos por esta nação. Todos nós brasileiros, de um modo em geral, torcemos para que tudo entre nos eixos e que a justiça prevaleça sempre.
Desejo a todos um ótimo final de ano e ainda mais, um FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

FICHAMENTO DO LIVRO: LARAIA, Roque de Barros. Cultura: Um conceito antropológico.

Laraia apud Keesing destaca “Não existe correlação significativa entre a distribuição dos caracteres genéticos e a distribuição dos comportamentos culturais. Qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura se for colocada desde o início em situação conveniente de aprendizado." (pg. 9).   
Laraia apud Mead (1971) “mostra que até a amamentação pode ser transferida a um marido moderno por meio da mamadeira." (pg. 10).
Laraia apud Confúcio (IV a. C.) destaca “A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados.” (pg. 11).
Laraia apud Tylor (1832-1917) destaca "No vocábulo inglês, culture que tomado em seu amplo sentido etnográfico é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte moral, leis, costumes, ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade." (pg. 14).
Laraia apud Montaigne (1533-1572) destaca que “cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra.” (pg. 14).
Laraia apud Tylor "definiu cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independer de uma transmissão genética, como diríamos hoje." (pg. 16).          
“O homem é o único ser possuidor de cultura." (pg. 16).                                                  
 "A noção popular do livre arbítrio humano envolve não somente a liberdade de agir de acordo com motivações, mas também o poder de quebrar a continuidade e de agir sem causa." (pg. 18).                                                                                                        "Todos sabem que nascemos com certos poderes e adquirimos outros, não é preciso argumentar para provar que algumas coisas de nossas vidas e constituição provem da natureza pela hereditariedade e que outras coisas chegam através de outros agentes o os quais a hereditariedade não tem nada a ver." (pg. 21).                   
Laraia apud Kroeber destaca "O homem procurou mostrar que separando o orgânico, de certa forma libertou-se da natureza. Tal fato possibilitou a expansão da espécie por todos os recantos da terra.” (pg. 22). 
“..., o comportamento dos indivíduos depende de um aprendizado, de um processo que chamamos de endoculturação. Um menino e uma menina agem diferentemente não em função de seus hormônios, mas em decorrência de uma educação diferenciada.” (pg. 22-23).     
 "Ao adquirir cultura perdeu a prosperidade animal, geneticamente determinada, de repetir os atos de seus antepassados, sem a necessidade de copiados ou de submeter a um processo de aprendizado." (pg. 23).                                                               
 "Em outras palavras, não basta à natureza criar indivíduos altamente inteligentes, isto ela o faz com frequência, mas é necessária que coloque ao alcance desses indivíduos o material que lhes permita exercer á sua criatividade de uma maneira revolucionaria." (pg. 25).                                                                                        
Laraia apud Kroeber destaca "A cultura mais do que herança genética, determina o comportamento do homem e justifica as suas realizações." (pg. 26).                                 Laraia apud Kroeber destaca "Adquirindo cultura o homem passou a depender muito mais do aprendizado do que agir através de atitudes geneticamente determinadas." (pg. 26).                                                                                                                     
"Tudo que o homem faz, aprendeu com os seus semelhantes e não decorre de imposições originadas fora da cultura." (pg. 27).                                                                        "O homem adquiriu, ou melhor, produziu cultura a partir do momento em que  seu cérebro modificado  pelo processo evolutivo dos primatas, foi  capaz de assim proceder." (pg. 28).   
Laraia apud Oakley destaca "A importância da habilidade manual, possibilitada pela posição ereta ao proporcionar maiores estímulos ao cérebro, com o consequente desenvolvimento da inteligência humana." (pg. 29).                                 
Laraia apud White destaca "Todo comportamento humano se origina no uso de símbolos. Foi o símbolo que transformou nossos ancestrais antropoides e homens fê-los humanos." (pg. 29).                                                                                                       
 Laraia apud Geertz destaca "A transição para a humanidade, como a paleontologia humana demonstrou que o corpo humano formou-se aos poucos". (pg. 30).                        Laraia apud Strauss destaca "Cultura como um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente humana." (pg. 32).                                                                         
Laraia apud Geertz destaca "Cada um de nós sabe o que fazer em determinadas situações, mas nem todos sabem prever o que fariam nessas situações. Estudar cultura é, portanto estudar um código de símbolos partilhados pelos membros dessa cultura." (pg. 33).                                                                                                      
Laraia apud Murdock (1932) destaca “Os antropólogos sabem de fato o que é cultura, mas divergem na maneira de exteriorizar este conhecimento”. (pg. 33).         
 Laraia apud Benedict destaca "Que a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de culturas diferentes usam lentes diversas e, portanto tem visões desencontradas das coisas." (pg. 35).                                                                       "Dentro de uma mesma cultura a utilização do corpo é diferenciada em função do sexo, as mulheres sentam , caminham, gesticulam etc., de maneiras diferentes das do homem" (pg. 37).   
"O fato de que o homem vê o mundo através de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o seu modo de vida o mais correto e o mais natural." (pg. 38).         "A cultura também é capaz de provocar curas de doenças reais ou imaginarias." (pg. 40).                                                                                                                 
"A participação do indivíduo em uma cultura é sempre limitada, nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura." (pg. 42).                   
 Laraia apud Levy JR destaca "Nenhum sistema de socialização é totalmente perfeito em nenhuma sociedade são todos indivíduos igualmente bem socializados e ninguém é perfeitamente socializado.'' (pg. 43).                                                          
"Todo sistema cultural tem a sua própria lógica e não passa de um ato primário de etnocentrismo tentar transferir a lógica de um sistema para outro." (pg. 45).                  
Laraia apud Strauss destaca "O sábio nunca dialoga com a natureza pura, senão com um determinado estado de relação entre a natureza e a cultura definida por um período da história em que vive a civilização que é a sua e os meios materiais de que dispõe." (pg. 46).                                                                                                  
 Laraia apud Needham destaca "Cada cultura ordenou o seu modo que a circunscreve e que esta ordenação dá um sentido cultural á aparente confusão das coisas naturais." (pg. 48).                                                                                                 
"Talvez seja mais fácil explicar a mudança raciocinando em termos de padrões ideais e padrões reais de comportamento." (pg. 51).·.
Laraia apud Kroeber destaca "A linguagem para o indivíduo como para a raça humana é uma coisa inteiramente adquirida e não hereditária." (pg. 53).
"Não resta duvida que grande parte dos padrões culturais de um dado sistema não foram criados por um processo autóctone, foram copiados de outros sistemas culturais." (pg. 54).   
           


         








sábado, 4 de novembro de 2017

RESENHA CRITICA DO LIVRO "A ARTE DE ARGUMENTAR" DE ANTÔNIO SUARES DE ABREU

 O livro, “A arte de argumentar” de Antônio Suarez Abreu, traz um conjunto de ideias, de como é importante que o ser humano saiba argumentar, seja qual for o assunto com a qual é proposto a ele. A obra é dividida em seis capítulos, onde o autor demonstra e relata quais caminhos a se tomar, o que se deve fazer para ter bons argumentos e o quanto ele é essencial no dia-dia das pessoas.
De início, o autor descreve que, por meio da leitura podemos aprender e nos aperfeiçoamos cada vez mais. Lendo descobrimos um mundo de muitas possibilidades e de ideias. Como resultado disso, enriquecemos nosso vocabulário e intelecto.                  
No decorrer do livro, o autor também destaca que, cada vez mais é preciso se ter uma boa relação com outras pessoas, e saber argumentar é uma ferramenta vital para tal fato.
A obra também relata as técnicas necessárias para se argumentar, como também os meios para persuadir, pois, qualquer um pode convencer o outro com seus argumentos, sendo eles bons e convincentes. A pessoa que irá argumentar, terá que ter a capacidade de adaptar-se ao público que ela está falando, sabendo quais são os verdadeiros valores do interlocutor ou grupo que o está assistindo. Já para persuadir, muitos usam de figuras retóricas, que são recursos linguísticos utilizados especialmente para esse meio. 
Argumentar envolve mesmo a habilidade de dialogar, discutir assuntos que sejam de domínio dos atores envolvidos, do convencimento, da astúcia em persuadir alguém a fazer alguma coisa, pois esta ferramenta contribui para os relacionamentos pessoal e profissional.
O autor conclui que, argumentar é convencer, ou seja, levar ao outro a se adequar as suas ideologias e as segui-las e que persuadir é se envolver no mundo do outro por inteiro, ouvi-lo e sensibilizando-o e que esta arte visa à qualidade de vida de todos.
O livro, “A Arte de Argumentar”, remete a um conteúdo que enriquecerá muito o relacionamento de quem o lê. Se você quer se tornar um líder, seja qual for à área, está ai um bom objeto de estudo, trazendo muito aprendizado e maneiras de comportamento, tanto no trabalho quanto na sociedade. 

BIBLIOGRAFIA DO LIVRO ''QUE É HISTÓRIA'' de EDWARD HALLET CARR.

UM CONCEITO SOBRE HISTÓRIA      INTRODUÇÃO A palavra história em si tem vário significados. Ela pode ser a história de um povo, de...