segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pós independência americana: A busca pela cidadania.


O final do século XVIII e o inicio do século XIX, foi marcado por grandes transformações politicas, tanto na América quanto na Europa. Do lado americano pode-se destacar a independência politica de vários países latino-americanos, pelos espanhóis. Também como os norte-americanos na conquista da independência das treze colônias, pelos ingleses, e a formação de um regime – Republicano presidencialista, destacando também, uma enorme expansão territorial.
O processo de emancipação politica das colônias espanholas marcou, essencialmente, uma ruptura com a metrópole. Porém, nos primeiros anos de independência, não se notou mudanças drásticas, no agora estado independente. Na verdade, este período ficou conhecido como uma espécie de uma herança colonial, ou seja, havia a permanência de situações tipicamente coloniais em quase todos os estados em que se dividiu o império espanhol.
Simón Bolíviar, crioulo, nascido na atual Venezuela, destacou-se como um líder militar e politico nas lutas pela emancipação, que ocorreram ao norte da América do sul. Em 1822, Bolíviar, juntamente com San Martín, outro crioulo de grande destaque, organizaram um encontro de líderes sul-americanos para discutir o futuro do continente. O projeto com a qual Bolíviar apresentou, nessa conferencia, tinha como por objetivo formar um grande país na América do sul, ou seja, unir politicamente as antigas colônias da América espanhola. Entretanto, o plano de unificação fracassou, pois, houve grandes divergências entre as elites locais, que pretendiam manter seus poderes econômicos nas regiões onde atuavam, dando origem assim, a um período conhecido como o caudilhismo (Cotrim, 2015, pg. 105).
Os movimentos de independência da América espanhola mobilizaram os mais diversos setores da sociedade – crioulos, camponeses, militares, índios e mestiços. Porém, os benefícios da emancipação não foram distribuídos de forma igualitária para todos. Os grandes privilegiados foram os caudilhos, que eram lideres políticos e chefes militares, geralmente de origem espanhola, que se tornaram os senhores de exércitos particulares e, ao assumirem o governo de sua nação, exerciam o poder de forma personalista e autoritária, em benefício próprio.
Com a saída da Espanha, a economia do continente passou a ser controlada pelos ingleses, pois eles conquistaram mercados livres, sem a interferência da metrópole. Em outras palavras, as antigas colônias da era mercantilista, agora emancipadas, continuavam “colônia”, dentro de uma nova ordem capitalista comandado pelos ingleses. Ao longo de quase um século, não houve modificações estruturais nesta parte do mundo, pode-se afirmar, ainda, que a história da América latina continuava a ser comandada de fora, de uma forma indireta (Faria, 2010, pg. 413).
As mudanças politicas, inauguradas em longo prazo, com a revolução de independência na América hispânica foi a experiência republicana. A adoção da república em várias nações do continente americano representa uma ruptura completa com os estereótipos coloniais. A cidadania foi uma das definições para a instalação do republicanismo, pois o povo queriam  direitos e entre eles de eleger os seus  próprios representantes.
Os Estados Unidos é hoje a nação mais rica e poderosa do planeta. Ocupam uma área de mais de 9,6 milhões de km² na América do norte, são responsáveis por 23,2% da produção econômica mundial e controlam o maior arsenal militar do mundo. Porém, os EUA nem sempre fora uma grande potencia. Sua história revela uma origem parecida com a de outros países da América, pois no passado também foram colônia.
 A partir do século XVII os ingleses começaram a se instalarem na América do norte, as margens do oceano atlântico, fundando nessa região as treze colônias e dando origem a colonização.
O processo de independência norte-americana se da somente no final do século XVIII, durante o desenvolver da guerra dos sete anos.  Em 2 de julho de 1776, o segundo congresso da Filadélfia se decidiu pela independência. Em 4 de julho do mesmo ano, publicaram a declaração de independência das treze colônias, redigida por Thomas Jefferson, Samuel Adams e Benjamin Franklin, onde que a mesma foi aceita pelos representantes das treze colônias.
Após a conquista da independência, os americanos elaboram a primeira constituição da história, em 1787, colocando em pratica um ar de democracia. Aprovada a constituição, George Washington foi eleito para a presidência. Estava assim, constituído o primeiro estado nacional fora da Europa.  
Os governantes dos Estados unidos, desde o inicio do século XIX deixavam claros seus interesses de exercer influencia politica e econômica sobre o continente americano.
Anos mais tarde, em 1823 o presidente James Monroe anuncia que as forças estadunenses seriam contra qualquer governo europeu que quisesse restabelecer colônias na América. Ele enviou uma mensagem ao congresso que se resumia em: “A América para os americanos”. O presidente Monroe proclamava que, como os EUA não se intrometiam  em assuntos europeus, não cabia a Europa o direito de intervir na vida das nações americanas. Todo esse contexto deu origem ao que foi chamado de Doutrina de Monroe.
 No final do século XIX , o pan-americanismo surgiu como uma continuação da doutrina de Monroe, na qual consistia no predomínio dos Estados Unidos sobre os demais Estados americanos e negava aos Estados europeus o direito de intervenção no continente americano.
As reações do resto do continente ao Pan-americanismo norte-americano não tardou a aparecer. Os restantes dos países viam com receio os planos norte-americanos. A resposta foi o aparecimento do termo “latino-americano”, com objetivos de “desenvolverem em uma concepção continentalista, traduzida em projetos, movimentos de união, confederação, textos diplomáticos e jurídicos” (Ré, 2010, pg. 44). O latino-americanismo é uma inspiração nas ideologias de Bolíviar, que pretendia unificar os países da América do sul, unindo-os politicamente.

Referencias:

ALMEIDA, Gustavo Balbueno de. História da América II. Dourados: UNIGRAN, 2018/ Pg. 5 a 35.

COTRIM, Gilberto, Historiar: 8/ Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. – 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2015/pg. 103 a 105.

SERIACOPI, Gislaine Campos Azevedo, História: volume único/ Gislaine Campos/ Azevedo Seriacopi/ Reinaldo Seriacopi. – 1. Ed. – São Paulo: Ática, 2005/ pg. 234 a 246.

FARIA, Ricardo de Moura, Estudos de história: ensino médio, volume único/ Ricardo de Moura Faria, Monica Liz Miranda, Helena Guimarães Campos. – 1. Ed – São Paulo: FTD, 2010/ pg. 299 a 306 / pg. 427 a 438.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A independência da América espanhola.


A independência da América espanhola.
Durante quase três séculos, a Espanha dominou muitas regiões da América. Até o inicio do século XIX, os domínios espanhóis estavam assim organizados: 4 vice-reinados: Nova Espanha, criado em 1535; Peru, em 1542; Nova Granada, em 1718; e Rio da Prata, em 1776; também como as 4 capitanias gerais: Cuba, Guatemala, Venezuela e chile.
Neste longo período, as sociedades coloniais espanholas foram marcadas por grandes diferenças. Entre os vários grupos sociais que se formaram é possível distinguir: os Chapetones: eram colonos nascidos na Espanha na qual detinham os principais cargos políticos da administração da colônia; os Crioulos: eram os colonos descendentes dos espanhóis, mas já nascidos na América, onde que, geralmente ocupavam cargos de menor importância na administração; e as camadas populares: eram os colonizados, grupo formado, em sua maioria, por indígenas, africanos, mestiços e brancos pobres, na qual, os mesmos lutavam pela igualdade de direitos e o fim da escravidão.
O grande império espanhol na América deixou de existir entre 1810 e 1828, quando a maioria das colônias já havia conquistado a independência. Não foi um único movimento que levaram a decadência do império espanhol, mais sim, resultados de varias lutas sucessivas com características próprias em cada região.
Um dos motivos que levaram as lutas pela independência foi à invasão da Espanha por tropas francesas em 1807. O trono espanhol foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, e os colonos, aproveitaram desse fato ocorrido, onde que formaram juntas governativas na América. O objetivo dos governantes locais era lutar pela liberdade de comércio e pela independência politica da região.
Nas mãos do rei Fernando VII a Espanha retoma o poder ao trono e expulsa os franceses de seu território. Depois desse fato, o rei, apoiado pela santa aliança, envia soldados a América para tentar conter as lutas pela independência. Porém, as lutas prosseguiam com muitas vitórias das forças latino-americanas.
A luta contra o poder espanhol começou no México com rebeliões de grupos indígenas e de mestiços pobres liderados pelos padres Hidalgo e Morelos, em 1808. Esse movimento da inicio a independência mexicana, onde que, mais tarde em 1821 é conquistada com a liderança do general Agostinho de Itúrbide.
Do México, as lutas em prol a independência espalharam-se pela América Central. Em 1823 formaram-se as Províncias Unidas Centro-Americana, na antiga Guatemala. Em 1838 essas províncias fragmentaram-se em cinco países: Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua.
Na América do sul, quem tomou a iniciativa das lutas pela independência foram principalmente os crioulos. Dentre eles, pode-se destacar lideres como José San Martin, que lutou no exercito espanhol, mas, depois abraçou a causa da independência das colônias, renunciando a carreira militar; também como Simón Bolíviar que desde seus 22 anos de idade, dedicou-se pela causa da independência, se destacando assim como um grande líder militar e politico nas lutas que ocorreram na América do sul.
Os últimos territórios do sul da América a se libertarem do domínio espanhol foram Peru e Bolívia, onde que esta ultima, até a sua conquista politica-administrativa era chamada de Alto Peru. Em 1825, passou-se a se chamar de Bolívia recebendo o nome em homenagem a Simón Bolíviar.
Em 1822, Martín e Bolíviar organizaram um encontro de lideres Sul-americano, para discutir o futuro do continente após as lutas pela independência. O projeto tinha como por objetivo formar um grande país na América do sul. Porém esse plano não obteve sucesso por várias divergências entre as elites locais, que pretendiam manter seus poderes econômicos nas regiões onde atuavam.
As independências dos países latino-americanos provocaram grandes transformações na região. Entre elas houve a aprovação de medidas para a abolição da escravatura e a implantação da liberdade de comercio, que, em principio, favoreceu muito a Inglaterra.
Contudo, não se pode dizer que as  independências politicas resultaram em profundas mudanças sociais, pois, a maior parte das riquezas permaneceu nas mãos das antigas elites proprietárias de terras, ou seja, a maioria da população continuava a enfrentar péssimas condições de trabalho, educação, saúde, entre outros problemas do cotidiano.
Depois da independência, houve um grande período que ficou marcado pelo autoritarismo. Esse período ficou conhecido pelos historiadores como o Caudilhismo, onde que, os caudilhos eram chefes políticos e militares, que assumiam o poder do estado de forma autoritária.
A luta pela independência latino-americana contou, também, com a participação das mulheres, principalmente da população mais pobre. Elas acompanhavam seus maridos-soldados; além disso, como não havia abastecimento regular das tropas, elas trabalhavam cozinhando, lavando, costurando, cuidando de feridos e doentes – em troca de algum dinheiro. E assim se prosseguiu, expostas a dureza das campanhas e aos perigos das batalhas enfrentaram corajosamente os rumores da guerra.


Referencias:
ALMEIDA, Gustavo Balbueno de. História da América II. Dourados: UNIGRAN, 2018/ Pg. 5 a 16.
COTRIM, Gilberto, Historiar: 8/ Gilberto Cotrim, Jaime Rodrigues. – 2. Ed.- São Paulo: Saraiva, 2015/pg. 94 a 105.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA GOVERNAMENTAL: PROUNI

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) foram abertas nesta terça-feira (06/02/2018). Para efetuar a inscrição, o candidato de acessar o site  do programa, que se encontra a seguir:http://siteprouni.mec.gov.br/. O prazo para os candidatos concorrerem a uma bolsa de estudos em universidades privadas vai até o dia 9 de fevereiro.
Neste semestre, o Ministério da Educação (MEC) vai oferecer 242.987 vagas em 2.976 instituições de ensino particulares. Dessas, 113.863 são bolsas de estudo integrais, (ou seja, 100% do curso), onde que, desse tanto serão destinadas 37.604 para cursos a distância (Ead) e 129.124 são bolsas de estudo parciais (50% do curso).
Para participar, é necessário ter prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017), ter tirado no mínimo 450 pontos e não ter zerado a redação. Só podem integrar o programa aqueles estudantes que se encaixarem em pelo menos uma das seguintes situações:
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
  • Ter cursado o ensino médio completo em escola privada, mas como bolsista integral;
  • Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em escola privada, mas como bolsista integral;
  • Ter alguma deficiência;
  • Ser professor da rede pública de ensino.

Tipos de bolsa

As bolsas integrais se destinam aos candidatos cuja renda familiar bruta mensal per capita não exceda 1,5 salário mínimo. Já as parciais, de 50% da mensalidade, são voltadas aos estudantes com renda familiar bruta mensal per capita inferior a três salários mínimos.
A inscrição inclui até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno e tipo de bolsa pretendida.

Calendário Prouni 2018

  • Abertura das inscrições: 6 de fevereiro
  • Fim das inscrições: 9 de fevereiro
  • Primeira chamada: 12 de fevereiro
  • Segunda chamada: 2 de março
  • Manifestação de interesse na lista de espera: entre 16 e 19 de março
  • Consulta das instituições à lista de espera no sistema: 20 de março

domingo, 7 de janeiro de 2018

MENSAGEM DE ANO NOVO!

Pois então, vamos lá! Mais um ano que chega ao fim, foram 365 dias de muitas lutas, batalhas, conquistas e derrotas. Foi um ano de muitas experiências novas, tanto no lado pessoal como no profissional. Foi um caminho longo, em alguns momentos árduos, algumas decepções, mas também repleto de surpresas, não só pra mim, pra todos meus amigos e colegas.
Faltam poucas horas pra gente virar de ano, para iniciar e escrever mais uma trajetória. Seria como vc pegar um livro de 365 páginas, totalmente em branco, e na qual vc terá que dar um rumo à história que a ele deve ser transcrita.
Dizem que para que tudo ocorra de maneira positiva em um ano, vc já tem de começar ele bem. Então quero aproveitar o espeço para pedir desculpas para quem eu de alguma forma magoei ou tive algum tipo de intrigas. Peço sinceramente que me perdoe, pois, não foi a minha intenção magoar ninguém.
Quero também agradecer a todos os meus amigos e familiares por me proporcionar um ano repleto de alegria, de motivação, de risadas, de amor e de aconchego. Uma coisa é certa: do que valeria a vida se a gente não tivesse os amigos e a família pra gente poder contar nas horas que precisa? A resposta é simples, seria sem graça, sem amor; seria sem vida. Então muito obrigado, obrigado de verdade amigos. Vcs são muito especiais pra mim. Espero poder contar com a amizade de todos vcs em 2018.
Desejo a todos vcs um feliz, ótimo e prazeroso 2018. Que todos possam alcançar seus sonhos e objetivos. Que essa nova etapa seja repleta de alegria, saúde, paz, amor e esperança. Torçamos também que, em 2018, nossos governantes sejam mais justos e zelosos por esta nação. Todos nós brasileiros, de um modo em geral, torcemos para que tudo entre nos eixos e que a justiça prevaleça sempre.
Desejo a todos um ótimo final de ano e ainda mais, um FELIZ ANO NOVO!!!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

FICHAMENTO DO LIVRO: LARAIA, Roque de Barros. Cultura: Um conceito antropológico.

Laraia apud Keesing destaca “Não existe correlação significativa entre a distribuição dos caracteres genéticos e a distribuição dos comportamentos culturais. Qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura se for colocada desde o início em situação conveniente de aprendizado." (pg. 9).   
Laraia apud Mead (1971) “mostra que até a amamentação pode ser transferida a um marido moderno por meio da mamadeira." (pg. 10).
Laraia apud Confúcio (IV a. C.) destaca “A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados.” (pg. 11).
Laraia apud Tylor (1832-1917) destaca "No vocábulo inglês, culture que tomado em seu amplo sentido etnográfico é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte moral, leis, costumes, ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade." (pg. 14).
Laraia apud Montaigne (1533-1572) destaca que “cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra.” (pg. 14).
Laraia apud Tylor "definiu cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independer de uma transmissão genética, como diríamos hoje." (pg. 16).          
“O homem é o único ser possuidor de cultura." (pg. 16).                                                  
 "A noção popular do livre arbítrio humano envolve não somente a liberdade de agir de acordo com motivações, mas também o poder de quebrar a continuidade e de agir sem causa." (pg. 18).                                                                                                        "Todos sabem que nascemos com certos poderes e adquirimos outros, não é preciso argumentar para provar que algumas coisas de nossas vidas e constituição provem da natureza pela hereditariedade e que outras coisas chegam através de outros agentes o os quais a hereditariedade não tem nada a ver." (pg. 21).                   
Laraia apud Kroeber destaca "O homem procurou mostrar que separando o orgânico, de certa forma libertou-se da natureza. Tal fato possibilitou a expansão da espécie por todos os recantos da terra.” (pg. 22). 
“..., o comportamento dos indivíduos depende de um aprendizado, de um processo que chamamos de endoculturação. Um menino e uma menina agem diferentemente não em função de seus hormônios, mas em decorrência de uma educação diferenciada.” (pg. 22-23).     
 "Ao adquirir cultura perdeu a prosperidade animal, geneticamente determinada, de repetir os atos de seus antepassados, sem a necessidade de copiados ou de submeter a um processo de aprendizado." (pg. 23).                                                               
 "Em outras palavras, não basta à natureza criar indivíduos altamente inteligentes, isto ela o faz com frequência, mas é necessária que coloque ao alcance desses indivíduos o material que lhes permita exercer á sua criatividade de uma maneira revolucionaria." (pg. 25).                                                                                        
Laraia apud Kroeber destaca "A cultura mais do que herança genética, determina o comportamento do homem e justifica as suas realizações." (pg. 26).                                 Laraia apud Kroeber destaca "Adquirindo cultura o homem passou a depender muito mais do aprendizado do que agir através de atitudes geneticamente determinadas." (pg. 26).                                                                                                                     
"Tudo que o homem faz, aprendeu com os seus semelhantes e não decorre de imposições originadas fora da cultura." (pg. 27).                                                                        "O homem adquiriu, ou melhor, produziu cultura a partir do momento em que  seu cérebro modificado  pelo processo evolutivo dos primatas, foi  capaz de assim proceder." (pg. 28).   
Laraia apud Oakley destaca "A importância da habilidade manual, possibilitada pela posição ereta ao proporcionar maiores estímulos ao cérebro, com o consequente desenvolvimento da inteligência humana." (pg. 29).                                 
Laraia apud White destaca "Todo comportamento humano se origina no uso de símbolos. Foi o símbolo que transformou nossos ancestrais antropoides e homens fê-los humanos." (pg. 29).                                                                                                       
 Laraia apud Geertz destaca "A transição para a humanidade, como a paleontologia humana demonstrou que o corpo humano formou-se aos poucos". (pg. 30).                        Laraia apud Strauss destaca "Cultura como um sistema simbólico que é uma criação acumulativa da mente humana." (pg. 32).                                                                         
Laraia apud Geertz destaca "Cada um de nós sabe o que fazer em determinadas situações, mas nem todos sabem prever o que fariam nessas situações. Estudar cultura é, portanto estudar um código de símbolos partilhados pelos membros dessa cultura." (pg. 33).                                                                                                      
Laraia apud Murdock (1932) destaca “Os antropólogos sabem de fato o que é cultura, mas divergem na maneira de exteriorizar este conhecimento”. (pg. 33).         
 Laraia apud Benedict destaca "Que a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de culturas diferentes usam lentes diversas e, portanto tem visões desencontradas das coisas." (pg. 35).                                                                       "Dentro de uma mesma cultura a utilização do corpo é diferenciada em função do sexo, as mulheres sentam , caminham, gesticulam etc., de maneiras diferentes das do homem" (pg. 37).   
"O fato de que o homem vê o mundo através de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o seu modo de vida o mais correto e o mais natural." (pg. 38).         "A cultura também é capaz de provocar curas de doenças reais ou imaginarias." (pg. 40).                                                                                                                 
"A participação do indivíduo em uma cultura é sempre limitada, nenhuma pessoa é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura." (pg. 42).                   
 Laraia apud Levy JR destaca "Nenhum sistema de socialização é totalmente perfeito em nenhuma sociedade são todos indivíduos igualmente bem socializados e ninguém é perfeitamente socializado.'' (pg. 43).                                                          
"Todo sistema cultural tem a sua própria lógica e não passa de um ato primário de etnocentrismo tentar transferir a lógica de um sistema para outro." (pg. 45).                  
Laraia apud Strauss destaca "O sábio nunca dialoga com a natureza pura, senão com um determinado estado de relação entre a natureza e a cultura definida por um período da história em que vive a civilização que é a sua e os meios materiais de que dispõe." (pg. 46).                                                                                                  
 Laraia apud Needham destaca "Cada cultura ordenou o seu modo que a circunscreve e que esta ordenação dá um sentido cultural á aparente confusão das coisas naturais." (pg. 48).                                                                                                 
"Talvez seja mais fácil explicar a mudança raciocinando em termos de padrões ideais e padrões reais de comportamento." (pg. 51).·.
Laraia apud Kroeber destaca "A linguagem para o indivíduo como para a raça humana é uma coisa inteiramente adquirida e não hereditária." (pg. 53).
"Não resta duvida que grande parte dos padrões culturais de um dado sistema não foram criados por um processo autóctone, foram copiados de outros sistemas culturais." (pg. 54).   
           


         








sábado, 4 de novembro de 2017

RESENHA CRITICA DO LIVRO "A ARTE DE ARGUMENTAR" DE ANTÔNIO SUARES DE ABREU

 O livro, “A arte de argumentar” de Antônio Suarez Abreu, traz um conjunto de ideias, de como é importante que o ser humano saiba argumentar, seja qual for o assunto com a qual é proposto a ele. A obra é dividida em seis capítulos, onde o autor demonstra e relata quais caminhos a se tomar, o que se deve fazer para ter bons argumentos e o quanto ele é essencial no dia-dia das pessoas.
De início, o autor descreve que, por meio da leitura podemos aprender e nos aperfeiçoamos cada vez mais. Lendo descobrimos um mundo de muitas possibilidades e de ideias. Como resultado disso, enriquecemos nosso vocabulário e intelecto.                  
No decorrer do livro, o autor também destaca que, cada vez mais é preciso se ter uma boa relação com outras pessoas, e saber argumentar é uma ferramenta vital para tal fato.
A obra também relata as técnicas necessárias para se argumentar, como também os meios para persuadir, pois, qualquer um pode convencer o outro com seus argumentos, sendo eles bons e convincentes. A pessoa que irá argumentar, terá que ter a capacidade de adaptar-se ao público que ela está falando, sabendo quais são os verdadeiros valores do interlocutor ou grupo que o está assistindo. Já para persuadir, muitos usam de figuras retóricas, que são recursos linguísticos utilizados especialmente para esse meio. 
Argumentar envolve mesmo a habilidade de dialogar, discutir assuntos que sejam de domínio dos atores envolvidos, do convencimento, da astúcia em persuadir alguém a fazer alguma coisa, pois esta ferramenta contribui para os relacionamentos pessoal e profissional.
O autor conclui que, argumentar é convencer, ou seja, levar ao outro a se adequar as suas ideologias e as segui-las e que persuadir é se envolver no mundo do outro por inteiro, ouvi-lo e sensibilizando-o e que esta arte visa à qualidade de vida de todos.
O livro, “A Arte de Argumentar”, remete a um conteúdo que enriquecerá muito o relacionamento de quem o lê. Se você quer se tornar um líder, seja qual for à área, está ai um bom objeto de estudo, trazendo muito aprendizado e maneiras de comportamento, tanto no trabalho quanto na sociedade. 

REDAÇÃO: NACIONALISMO BRASILEIRO - A SEMANA DA ARTE MODERNA

Nacionalismo brasileiro
Um dos conceitos mais interessantes da História Política é o de nacionalismo. O nacionalismo é uma tese, ideológica, surgida após a Revolução Francesa. Mas na verdade, o que é o nacionalismo? Bresser Pereira define o nacionalismo como: “a ideologia fundamental da terceira fase da história da humanidade, a fase industrial, quando os estados nacionais se tornam a forma de organização político-cultural que substitui o império.” Em sentido geral, pode ser considerado como um sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com uma nação.  Mas como este, foi chegar ao Brasil?  O ideário nacionalista surge no Brasil no século XIX, quando ganha o alvará de independência portuguesa, pois, inicialmente o Brasil foi uma colônia do Império Português, estabelecido durante a colonização portuguesa da América. Após a independência, a oligarquia colonial, nascida no Brasil, passou a desenvolver sentimentos contra o sistema colonial e a manifestar hostilidade às autoridades portuguesas. Os brasileiros tinham o desejo de terem um governo próprio e se ressentiam da riqueza nacional. Após a independência, o nacionalismo brasileiro manteve o seu sentimento e começou a expandir-se cada vez mais.
Já no século XX, vários fatores, tantos internos como externos, também contribuíram para um avanço significativo do nacionalismo brasileiro. Entre esses fatores, estavaA Semana de Arte Moderna”, que foi um movimento artístico e cultural, que ocorreu no estado de São Paulo, realizada entre os dias 13 a 18 de fevereiro no ano de 1922. Ela contava com a presença de ilustres artistas famosos, tais como, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, dentre outros.
Em meio a conflitos sociais, no Brasil e também no Mundo, a Semana de Arte Moderna aconteceu. Ela ocorreu em meados da Primeira Guerra Mundial. O evento foi de certa forma, conturbado. Porém, contudo, o Brasil necessitava de uma libertação, de um padrão original, pois, o país tinha suas políticas fundamentadas na cultura europeia, e neste contexto os brasileiros procuravam inovação nacional, pois, só assim o Brasil poderia se libertar e conseguir a livre expressão da criatividade, sem total influência das vanguardas europeias, onde que as mesmas influenciavam os artistas brasileiros e afirmavam que o Brasil estava atrasado culturalmente.
O Brasil teve um grande marco em relação ao Modernismo. Vários artistas brasileiros, que voltaram dos estudos nas escolas de artes internacionais, começavam a observar que o Brasil precisava de uma reforma artística. Iniciaram inúmeras manifestações, na literatura principalmente, nas artes e até publicações em revistas. Entre essa sede de um nacionalismo, tinha diversas características, que eram: buscar a modernidade em conjunto com a originalidade; a quebra de paradigmas em relação à forma de escrita; uma forte tendência ao nacionalismo e a aproximação do idioma. Houve a adaptação da língua, sendo inserida a linguagem popular, denominada como língua brasileira. E também a valorização da cultura indígena. Mais tarde, o nacionalismo se tornou bandeira, símbolo da resistência diante da dominação europeia.
A luta por maior espaço no interior do campo artístico e a busca por maior alcance e prestígio na sociedade brasileira, criada pela semana da arte moderna, recorreu também ao campo musical. No Brasil, o movimento da Semana de Arte Moderna realizada em 1922, trouxe à tona um movimento artístico que também buscava um sentido nacionalista na sua arte.  A crítica musical e a tentativa de se fazer uma história da música produzida no Brasil também se vinculam ao projeto de criação de uma musica nacional.
Heitor Villa-Lobos contribui na valorização do nacionalismo musical como a principal música produzida no Brasil. Villa-Lobos deu início a uma linha de trabalho que seria desenvolvida por ele, até o final da sua vida. Em 12 de fevereiro de 1932, Villa-Lobos entregou ao Presidente Vargas um memorial, de onde foi retirado o seguinte trecho:
 “No intuito de prestar serviços ativos ao seu país, como um entusiasta patriota que tem a devida obrigação de pôr à disposição das autoridades administrativas todas as suas funções especializadas, préstimos, profissão, fé e atividade, comprovadas pelas suas demonstrações públicas de capacidade, quer em todo o Brasil, quer no estrangeiro, vem o signatário, por este intermédio, mostrar a Vossa Excelência o quadro horrível em que se encontra o meio artístico brasileiro, sob o ponto de vista da finalidade educativa que deveria ser e ter para os nossos patrícios, ao obstante sermos um povo possuidor, incontestavelmente, dos melhores dons da suprema arte (KIEFER, 1986, p.146).”
A sua concepção de música nacionalista deve muito a acepção de Mário de Andrade. Mais do que a participação intensiva na semana, a importância do maestro para o modernismo brasileiro está na criação de uma linguagem própria na música nacional, unindo elementos de músicas folclóricas e indígenas. Villa-Lobos manteve uma preocupação com o ensino do Canto, assumindo cargos importantes dentro do Governo de Getúlio Vargas, como a chefia da Superintendência de Educação Musical e Artística. Realizou apresentações de canto,  principalmente em datas nacionais, assumindo uma forte preocupação com o caráter nacionalista da música.

Em consequência do movimento modernista, o país teve alguns movimentos culturais, obras e revistas. A revista Klaxon, criada a partir da Semana de Arte Moderna, trouxe inovações estéticas, além de dar apoio para as ideias dos Modernistas. Os reflexos da Semana, foram sentidos em todo o decorrer dos anos 1920, romperam a década de 1930, influenciaram toda a literatura produzida no Brasil durante o século XX e alcançaram a literatura contemporânea. De certa forma, tudo que é feito no país hoje, seja na literatura, seja nas artes plásticas, está relacionado com o Modernismo e consequentemente ligado a um forte sentimento nacionalista.

REDAÇÃO: CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS

Civilizações Pré-colombianas: Pesquisando o passado, descobrindo o futuro.
No século XV os Europeus descobriram a América. Ao chegarem ao continente, deram-lhe o nome de Novo mundo. Embora essas terras fossem desconhecidas dos europeus, não tinham nada de novo, pois, já tinha uma longa história, cheia de prestigio. Sem contato nenhum com o mundo exterior, os povos indígenas que habitavam essas terras, aprenderam a viver de modo sedentário, a construir aldeias e logo mais, as cidades. Organizaram-se em sociedades cada vez mais complexas, inventaram as primeiras formas de governos, desenvolveram os primeiros conceitos de universo e de vida que se tem conhecimento hoje e criaram suas próprias religiões. Alguns povos não deixaram praticamente nenhum vestígio que comprovem a sua existência, outros, deixaram grandes legados magníficos que iluminaram a história de todo um continente, foi o caso dos Maias, os Astecas e os Incas.
No final do século XV, período que marcou a chegada dos povos espanhóis no continente, contando com as três civilizações: Astecas, Maia e Incas. Essas civilizações ocuparam a Mesoamérica, que corresponde ao sul do México. Em termos gerais, se pode perceber que, o continente americano contava com ampla diversidade cultural que se desenvolveram de maneira própria.
Os Maias desenvolveram um sistema de escrituras dos quais se utilizavam os logogramas complementados por um conjunto de glifos silábicos, sendo assim chamada pelos europeus de hieroglífica.
 Ao contrário de outras civilizações, os Maias não se organizavam politicamente através de uma estrutura de poder centralizado. A sociedade era considerada esplendorosa devido ao controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Eram produzidos algodão, cacau e agave, sempre realizando o sistema de rotação de cultura para ampliar a vida útil de seus terrenos.
Nessa sociedade a organização era bastante rígida e se orientavam em três classes sociais: No topo, estavam os governantes e os funcionários de alto calão; no centro, os funcionários públicos; e na base da pirâmide, estavam os camponeses e trabalhadores braçais. Contavam com uma arquitetura sempre ligada ao ideal religioso, várias colunas e templos eram erguidas em homenagem as divindades, tinham a face politeísta pautada pela crença na vida após a morte.
Os Astecas dentre as outras civilizações, eram os mais desenvolvidos. Viviam como nômades na qual eram índios que migraram ao vale do México para a ilha do lago Texcoco. O centro do império Asteca era a cidade de Tenochtetbán. Sua forma de governo tinha como base a monarquia onde que, se dividiam em cidades-estados, e cada cidade-estado tinha seu próprio rei.
 As pessoas eram organizadas em classes sociais, no topo estavam à nobreza, no meio as famílias castas e na base os escravos. Na agricultura cultivavam mandioca, fumo, cacau e algodão, tinham um sistema de irrigação avançado com canais e aquedutos. Desenvolveram uma escrita bem complicada, junto com um calendário solar de 365 dias. Referente à religião, eram politeístas.
Já a civilização Inca desenvolveu-se na região das Cordilheiras dos Andes. Os incas se organizavam em tribos. As disputas criaram nos incas um impulso imperialista, no século XV deu inicio a expansão Inca na qual avançavam em terras alheias para levar culturas aos povos selvagens.
A sociedade Inca era dividida em três grupos formando uma pirâmide: na base ficava os Yanaconas que eram os escravos que protegiam seus senhores, essa camada é que pagava os mais altos impostos, na parte do meio ficavam as famílias nobres, no topo era formado por sacerdotes chamados de “Grande Inca”.
No comércio costumavam trocar alimentos ou receber alimentos em troca de serviços prestados. Os Incas desenvolveram um sistema numérico para contagem que consistia em três cordas coloridas que indicavam a dezena, centena e a milhar e chamavam esse equipamento de “Quipus”. Porém não desenvolveram uma escrita definida.
A agricultura era bem desenvolvida produziam milho, feijão, batata entre outros.
Os incas eram politeístas acreditavam em vários deuses, trovão, sol e lua, sacrificavam animais e humanos em honra aos deuses. Praticavam danças e rituais conforme a ocasião. Alguns animais eram considerados sagrados como a condor e o jaguar.
A arquitetura desse povo é um fato bastante notável, pois o terreno era de grandes desníveis, suas construções permanecem até hoje, como as estradas entre as montanhas, pontes e o sistema de irrigação entre outras construções. Recebe destaque no artesanato em peças de ouro, calçados e tecidos.

Podemos concluir que, o nascimento e desenvolvimento das civilizações Inca, Maia e Asteca estão envoltas de lenda e mistério. Com uma história e costumes claramente diferenciados das outras civilizações, estas culturas tornaram-se grandes impérios de notável relevância, apesar de não utilizarem o ferro para a elaboração de objetos ou, no caso dos Incas, uma língua escrita, símbolos indiscutíveis de progresso e poder para outras culturas. Estes povos criaram civilizações recorrendo às características naturais das suas terras, desenvolvendo também progressos impressionantes no campo da engenharia, escultura, agricultura, astronomia ou matemáticas.

REDAÇÃO: OCUPAÇÃO E DOMINAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA.

A ocupação e dominação espanhola na América
A conquista da América e a sua colonização, foi um processo extremamente gigantesco que mudou os rumos das civilizações ocidentais. Este fato, na qual as principais marcas estão diretamente relacionadas com a expansão marítima e comercial, levada pelos países ibéricos, ou seja, Portugal e Espanha, no final do século XV, realizaram-se com a perda de milhares de vidas e o extermínio completo de muitas civilizações indígenas. As chamadas civilizações pré-colombianas contavam com sociedades complexas integradas por milhares de habitantes. Com isso, surge uma questão a ser respondida: Como foi possível os espanhóis conquistarem todas essas populações ali presentes?
A expansão marítima do comércio europeu, a partir do século XV, lançou com força várias nações europeias a iniciarem políticas que visassem ampliar o movimento comercial como forma de fortalecer o estado econômico das nascentes monarquias nacionais. Nesse contexto, a Espanha alcança um estrondoso passo ao anunciar a existência de um novo continente à Oeste.
A colonização espanhola teve início com a chegada de Cristóvão Colombo ás Antilhas em 1492, ele procurava um novo caminho as Índias. Ao chegarem por essas terras, os espanhóis se depararam com a existência de grandes civilizações, capazes de elaborar complexas instituições políticas e sociais. Muitos dos centros urbanos criados pelos chamados povos pré-colombianos superavam as cidades da Europa. Nesse momento, o Novo Mundo desperta a curiosidade e a ambição que concretizaria a colonização dessas novas terras.
Os primeiros contatos entre indígenas e europeus foi de grande estranhamento e um enfatizado choque cultural, pois, os colonizadores achavam peculiar a maneira que eles viviam, andavam seminus, eram nômades e não buscavam adquirir bem materiais, mas, apesar de tanta adversidade, os nativos receberam com cordialidade os europeus. A cobiça dos Europeus por riquezas mudou essa relação amistosa, se transformando em um violento, sangrento etnocídio, onde, muitas tribos indígenas foram dizimadas e na qual foram assassinados milhões de nativos.  Aqueles que não foram mortos, foram escravizados, eram obrigados a trabalhar por várias horas em trabalho exaustivos e perigosos, nas minas de ouro, nas fazendas e nos engenhos, tiveram que abandonar seu modo de vida, onde, viviam em harmonia com a natureza e seguir os costumes dos colonizadores que se consideravam uma raça superior.
Um dos mais debatidos processos de dominação da população nativa, aconteceu quando o conquistador Hernán Cortéz liderou as ações militares que subjugaram o Império Asteca. Os astecas acreditavam que os espanhóis eram deuses e acreditavam na realização de uma profecia, no que a mesma dizia que o deus Quetzalcoatl estaria retornando a terra, por isso quando chegaram a Tenochtitlán, em novembro de 1519, os espanhóis foram recebidos com boas vindas. Sabendo dessa informação o conquistador, Cortéz, tirou proveito da situação e logo começaram a tomar todos os objetos de ouro e outros metais preciosos, dando início ao fim do império asteca.
Os espanhóis permaneceram durante muitos meses em Tenochtitlán. Por um período Cortéz, passou o comando da cidade a seu substituto, Pedro de Alvarado e foi nesse momento que o comandante ordenou o massacre de milhares de astecas que estavam reunidos em um templo comemorando uma festa tradicional deles, na qual marcou o início da guerra entre espanhóis e astecas. Retornando de viagem, Cortéz não conseguiu controlar a situação e teve que fugir com seus aliados. Conseguiram se instalar em Tlaxcala, cidade considerada uma das maiores inimigas do povo asteca. Nesse tempo que permaneceram fora da capital, Cortéz buscou reforços na Espanha e também entre povos inimigos, conseguiu formar um exército composto por uma média de 900 soldados espanhóis e milhares de indígenas, acompanhado desse exército, munido de armamentos pesados o Comandante cercou a capital. Após 75 dias de combate intenso os astecas se renderam aos espanhóis, consolidando assim o fim do império asteca.
O império maia já estava em declínio antes mesmo da chegada dos espanhóis e não formavam um império com poder centralizado. Houve fatores que só pioraram a situação da população, além das guerras, pestes, terremotos e a falta de terras para o cultivo, desse modo à dominação espanhola foi facilitada pela decadência de algumas cidades maias. Os maias representaram uma resistência considerável em cada uma de suas cidades autônomas. Na conquista, os espanhóis consolidaram alianças com diversos povos indígenas e no final do século XVI, as colônias espanholas já implantavam um conjunto de instituições e práticas que asseguravam sua ação nos territórios coloniais.
 As colônias espanholas estavam afastadas do mundo exterior e as ruinas das cidades antigas eram pouco conhecidas, depois que os conquistadores espanhóis acabaram com as resistências. Quase no final do século XVII, a população maia sumiu, até que em meados do século XIX os arqueólogos a redescobriram.
Deve-se compreender a dominação espanhola como um processo gradual, aonde diversas táticas vieram a ser empregadas para que o projeto de colonização e exploração dos espanhóis fosse colocado em ação. De acordo com o poeta Pablo Neruda, três elementos foram responsáveis pela dominação espanhola: a cruz, a espada e a fome.
Quando Neruda fala da espada, ele referência à superioridade bélica que favoreceu os espanhóis durante as lutas contra os povos pré-colombianos. Contando com armas de fogo, canhões e cavalos os espanhóis conseguiram se sobressair mediante a simplicidade das armas dos índios americanos. No mesmo contexto quando ele cita a cruz, ele refere-se à catequese promovida pelos padres jesuítas, onde que foi uma prática que ao mesmo tempo em que se realizava a conversão religiosa das populações locais, também introduzia os valores favoráveis à aceitação da presença espanhola na região. Paralelamente, quando se refere à fome, Neruda cita que a fome e as doenças também influenciaram na diminuição das populações indígenas. A pesada rotina de trabalho e as penas aplicadas dentro do regime de semiescravidão imposto aos indígenas faziam com que muitos deles perdessem suas vidas. Por outro lado, as doenças trazidas pelo colonizador europeu deflagraram verdadeiras epidemias que dizimaram populações inteiras em um curto espaço de tempo.

Podemos concluir que, quando os espanhóis conquistaram a América, no século XVI,  tinham a vantagem de estar mais bem equipados que os nativos. Os cavalos, canhões e armas de fogo impactaram psicologicamente as populações que aqui moravam. Esse encontro entre espanhóis e ameríndios foi acompanhado pela cobiça, ira, ganância, ódio, inveja e a morte generalizada violentamente e pelas doenças. Os espanhóis queriam riquezas e a expansão da catequese cristã.  A cultura de povos como a dos Incas, Maias e Astecas, povos com alto grau de cultura, foi totalmente desrespeitada. A conquista e a colonização do território americano contaram com duas instâncias de poder: Da Igreja e da Coroa espanhola. Religião e Estado juntos para consolidar seus interesses por aqui. A cruz e espada delinearam a conquista e a colonização junto com a aculturação dos nativos.

domingo, 17 de setembro de 2017

Que carreira devo escolher?

Você já sabe como funciona o Ensino Superior? Não? Então o VIDINHA DE BLOGUEIRO vai explicar a você!
A primeira escolha que você tem de fazer ao ingressar no ensino superior é a categoria em que vai atuar, ou seja, optar pela escolha de um curso profissionalizante ou técnico. Dentre este menu de escolha está o bacharelado, licenciatura, tecnológico, cursos presenciais e a distância, e assim por diante. Depois escolher a universidade com a qual mais condiz com você, sendo ela pública ou particular.
Agora é hora de escolher o curso que quer fazer. É, sem dúvida, a decisão mais importante que já tomou até o momento. Isso porque o que definir, influenciará sua trajetória nos próximos anos. E mais, a escolha do curso vai traçar o profissional que você se tornará. Não existe um manual pronto que o ajude na escolha. Mas, há algumas maneiras de orientá-lo nessa decisão. Bora lá então?


1- Quem sou eu?

Conhecer-se, saber o que gosta de fazer, os ambientes em que se sente mais à vontade são atitudes que fazem a diferença nesse momento. Depois é preciso buscar o máximo possível de informações sobre as carreiras. E até se informar a respeito de áreas que não tem muito interesse. Hoje em dia há tantas possibilidades de cursos que você pode se surpreender com algo que não sabia que existia. Aí é só juntar tudo e identificar o que quer fazer. Só se conhecendo bem você será capaz de identificar suas preferências. Faça uma análise sincera da sua personalidade. Coloque no papel as respostas para as seguintes perguntas: Você é introvertido ou extrovertido? Agitado ou tranquilo? Tem facilidade em se relacionar ou se sente mais confortável em pequenos grupos ou até sozinho? Tem espírito aventureiro ou gosta de lugares mais calmos? Está aberto a novas experiências ou prefere a rotina? O que gosta de fazer no tempo livre? Quais são seus pontos fortes e fracos? Indague-se também sobre os assuntos que acha mais interessantes e avalie como foi sua vida escolar até então. Por fim, relacione aquelas atividades que não se imagina fazendo de jeito nenhum e pondere sobre o que pretende ser daqui para a frente. Como se vê daqui a 20 anos? Lembre-se de que o trabalho costuma ocupar grande parte do seu tempo e define um estilo de vida. Por isso, é importante que você se identifique com os temas, as pessoas e os ambientes que farão parte do seu cotidiano.

2. COMO É O CURSO?

Antes de escolher um curso, reúna o máximo de informações possíveis sobre as profissões – existem mais de 270 estabelecidas no mercado! Em cada uma delas, há uma infinidade de áreas de atuação possíveis.  Circular por essa feira de cursos e profissões também pode ajudá-lo a fazer uma escolha consciente. Ao visitar os estandes e participar de palestras, você pode descobrir que o seu futuro está em um curso que nem sabia que existia. Tente conhecer o maior número possível de carreiras – o que o profissional faz, quais os diferentes campos de atuação, as portas de acesso e as perspectivas futuras. Com relação ao curso superior, informe-se sobre a grade curricular: do que trata, exatamente, cada disciplina? Como são as aulas – práticas ou teóricas? Existem muitas matérias envolvendo cálculos, desenho, redação? A carga de leitura é grande? Considere, também, se você tem o perfil para o tipo de graduação que pretende fazer. Pessoas que sentem menos prazer com os estudos, por exemplo, se dariam melhor fazendo um curso superior tecnológico, mais curto e mais prático do que um bacharelado.

3. DE QUAIS CURSOS MAIS GOSTEI?

Depois de colher informações sobre as carreiras e os cursos superiores, é o momento de ir mais a fundo e elaborar uma lista de profissões finalistas. Da sua relação original, elimine as opções menos atrativas e tente associar algumas de suas habilidades e características com determinadas áreas. Se é uma pessoa dinâmica e esportiva, por exemplo, pode pensar em cursos como Educação Física, Fisioterapia, Esporte e até Medicina – uma das especialidades dessa profissão é a medicina do esporte. Definidas as finalistas, faça uma análise sincera se essas opções realmente têm a ver com você.  Converse com alunos e professores para saber como é a rotina das aulas, os conteúdos estudados, as disciplinas práticas, o clima da sala de aula e as possibilidades de atuação do profissional formado.

4. COMO É O DIA A DIA DA PROFISSÃO?

Tão importante quanto conhecer a parte acadêmica do curso é saber como é, na prática, a profissão que escolheu. Você pode fazer isso mergulhando na rotina diária de quem trabalha na área, visitando empresas ou ouvindo palestrantes. Observe o ambiente de trabalho e as relações entre colegas – é um clima mais formal ou informal? Qual a dedicação exigida? Os horários são fixos ou maleáveis? Coisas simples assim fazem a diferença no dia a dia. Ouvir pessoas com carreira de sucesso para ter uma descrição do trabalho também é recomendável. Mas é bom saber, além do que elas gostam, dos aspectos de que não gostam.
Assim, com opiniões positivas e negativas, você tem uma imagem mais realista do campo ao qual pretende se dedicar. Se estiver na feira, vale a pena assistir a palestras com profissionais da área que selecionou. Um aspecto importante a investigar é a situação do mercado de trabalho. Como anda a empregabilidade de recém-formados? Quais as perspectivas de remuneração ao longo da carreira? É claro que, até se formar, a oferta e a procura de profissionais de uma área deverão se alterar consideravelmente. Mas, se conseguir enxergar as tendências no Brasil e no mundo, ficará mais fácil perceber as carreiras que provavelmente estarão em alta quando tiver o canudo em mãos.

5. DEVO FAZER O TESTE VOCACIONAL?

Se mesmo depois de todo esse processo algumas questões e inseguranças permanecerem, como não conseguir se decidir sobre duas ou mais profissões, não se desespere. Em alguns casos, vale a pena procurar ajuda especializada – até mesmo para confirmar sua decisão. Faça o teste vocacional aqui!

Ainda em dúvida? Então concentre-se nas dúvidas mais comuns a seguir:

Dúvidas comuns respondidas!


  • “Por que é tão difícil decidir-se por uma carreira?”

Essa é a angústia de qualquer escolha: você tem várias opções e precisa decidir-se por uma. Ao escolher uma, abre mão das demais. Além disso, a decisão profissional é a primeira grande escolha que você, provavelmente, vai fazer na vida. E existe um peso nisso. Mas, calma, lembre-se de que é apenas mais um passo, e não a definição do resto da sua vida.

  • “Devo fazer o que eu gosto ou o que dá dinheiro?”

Considere que quem faz o que gosta, geralmente, faz bem. Não adianta optar por uma área promissora se você não se identifica com ela. E mais: o mercado é dinâmico, e nada garante que uma profissão rentável hoje se mantenha assim daqui a alguns anos. Portanto, vale mais a pena fazer o que se gosta.

  • “Como lidar com a opinião dos pais?”

Você não deve desprezar a opinião dos seus pais. Eles até podem ajudá-lo na questão do autoconhecimento. Mas que fique claro: a decisão final é sua! E, no caso de haver pressão sobre a sua escolha, a melhor saída é ter uma conversa sincera, na qual você deve expor seu ponto de vista e seus argumentos.

  • “Vale a pena insistir num curso muito concorrido?”

Vai depender da sua disposição em investir tempo e energia e também da sua situação financeira – se dá para pagar mais um ano de cursinho, por exemplo. É importante, ainda, observar se o seu desempenho e as suas possibilidades de aprovação melhoram à medida que você se prepara. E cuidado com a ideia de prestar dois cursos e entrar no que passar. A decisão deve ser sua, e não das circunstâncias.

  • “E se eu errar na escolha do curso e da profissão?”

Reavalie os conceitos de errar, perder tempo e escolha definitiva: pense na experiência que acumulou e que foi ela que permitiu perceber a necessidade de mudança. Outra coisa é que a escolha profissional não é, necessariamente, “para sempre”: estamos constantemente mudando, e novos interesses surgem. Se avaliou que é hora de mudar, antes veja se a insatisfação não é momentânea (início do curso) ou se está relacionada a aspectos como distância da família ou relação com a classe. Também pense que uma mesma profissão permite muitas e diversas possibilidades de atuação.

GUIA DO ESTUDANTE
adaptações:
LUCIANO LAURINDO


BIBLIOGRAFIA DO LIVRO ''QUE É HISTÓRIA'' de EDWARD HALLET CARR.

UM CONCEITO SOBRE HISTÓRIA      INTRODUÇÃO A palavra história em si tem vário significados. Ela pode ser a história de um povo, de...